Eis uma parte complicada de viajar por um tempo: tem namorado ou namorada? Hmmm Pense bem e decida o que quer. Isso não significa trocar um pelo outro (o intercâmbio ou eu?) isso não existe, ai já percebe a imaturidade para levar adiante à distância!
Quando digo decida o que quer, quero dizer para sua vida, seja a curto ou longo prazo. Para que namorar se for "galhar" o coitado ou a coitada em terras americanas? É complicado! Decidir o que quer, antes de viajar, nem sempre é fácil, a opinião pode mudar quando você chegar ao seu destino. Somos humanos, e lidar com várias coisas novas, pessoas novas, experiências diferentes, sim, desperta algo novo em você (ou para o bem ou para o mal hehe). Maaaaas, eu sou uma pessoa que acredita no amor, AMOR VERDADEIRO, e se há amor, por mais que muitas dificuldades passem e abalem o relacionamento, a sementinha verdadeira sempre estará ali dentro do coração!
Comigo não foi diferente, vou contar um pouco da minha história:
Quem acompanha o blog há um tempinho deve se lembrar do Junior né? O amor da minha vida! Nos conhecemos quando eu era uma criança de 13 anos que me achava "aborrecente". Ou seja, "crescemos" juntos de uma certa forma. Muitas decisões que fiz foi graças a ele. Poderia citar diversos aspectos, mas não vem ao caso. Contudo, estudar inglês foi peça chave para eu estar aqui de volta hoje, e foi graças a ele que eu comecei a estudar inglês.
Dentre outras coisas, sempre fomos amigos em primeiro lugar. E até despertar em mim a vontade de fazer o intercâmbio, já estávamos namorando há 5 anos!!! (Eu decidi do nada, e queria logo o mais rápido possível viajar e ponto final - eu sou assim :/)
Ele me apoiou muito, mesmo triste claro, mas eu estava tão empolgada que nem percebi sua tristeza. Se ele estava me apoiando, então estava tudo ok.
E então eu viajei, sofri demais na despedida, era um pedaço do meu coração ficando longe por 1 ano! Mas planejamos que quando eu voltasse casaríamos! No início foi extremamente doloroso, tudo muito novo e eu só queria ele ali comigo. Depois tudo continuou sendo novo para mim, mas já estava na fase de novas descobertas e eu fiquei mais acostumada. Para quem fica é muito pior, pois tem o nosso vazio lá!
O tempo foi passando, eu fui ficando ocupada com as coisas do intercâmbio, mas sempre arrumava um tempo para a gente conversar. E ele foi ficando muito ocupado também com trabalho e faculdade, e o meu tempo já era muito tarde para ele. Acho que foi nesse ponto que nosso relacionamento começou a capengar.
Para ele estava tudo péssimo, e para mim mais ou menos. Mas eu nunca quis terminar. Mas realmente foi ficando difícil, raramente conversávamos, e quando sim só eram brigas. Até que terminamos, e ficamos durante 2 meses sem contato. E eu então muito orgulhosa que não ia atrás de ninguém. Continuei minha vida, sai bastante, e decidi que NUNCA mais voltaria de vez ao Brasil (nunca é uma palavra muito forte! :p)
Depois de um tempo, começamos a conversar novamente. Claro que eu sentia saudades, mas minha cabecinha já estava mudada após tanto tempo "abandonada" (sentimental!) Não quis voltar a namorar, não aceitei. De tudo o que aconteceu depois vocês já sabem: rematch. Ohhh tempo difícil, e então tive que voltar ao Brasil por força maior!
No meu retorno (setembro de 2011), eu não aceitei reatar o relacionamento, minha mente era 100% EUA e só causava desentendimento entre nós, o tratei mal (=[), cuspi pra cima, mas ainda assim nos encontrávamos sempre como amigos (com benefício haha). Com dois meses que voltei, saiu a resposta de um intercâmbio para ele fazer no final do ano. Visto que quando namorávamos era isso o combinado, ele fazia o intercâmbio e depois voltaríamos junto ao Brasil. Não foi assim que ocorreu, na dor da perda eu comecei a dar valor, e decidi voltar. Voltamos, claro, mas em dezembro de 2011 foi ele que viajou. Foi minha vez de pagar o preço do outro lado da moeda. Sofri muitooo, demaiiiis!!! E lembram aqueles quilinhos iniciais que ganhei no Brasil? Pois é, foram 8 quilos a menos em 2 semanas, de tanta tristeza que senti. (Por um lado foi bom, perdi peso kkk to brincando)
Agora eu rio MESMO de tudo isso. Mas doeu. Enfim ele voltou, mas nesse meio tempo de ele estar viajando já tínhamos terminado, e após tanto sofrimento nem ter voltado deu certo!
Ambas viagens abalaram muito o nosso relacionamento, não por falta de amor, e sim falta de maturidade. Mas nada acontece por acaso, muitos rios passaram, e hoje cada um teve um propósito diferente em nossas vidas. E sim, agradeço a Deus por tudo, cada coisinha foi um aprendizado. E o amor? Ele venceu!!!! =D (Continuo no próximo!)
Aqui deixo umas dicas para namoro a distância:
Namorar à distância = manutenção maior do relacionamento para deixar a chama acesa! Nem sempre é dificultoso, pode sim dar certo se ambas partes estiverem dispostas:
- acreditar que vai dar certo é primordial, pensar positivo e buscar isso vai funcionar;
- confiar um no outro, sim é difícil, mas tem que confiar. Não dá para encarar as briguinhas bobas, lembrem-se que ele/ela não estará ao seu lado para aquele abracinho apertado depois, então procurem ficar bem;
- confiar vale também para evitar o ciúme. Conversar para esclarecer as coisas é tudo: atenção no tom de voz, tudo é 3 vezes mais intenso à distância;
- mantenham o contato gente! Mandem fotos, mensagens, notícias do dia, da noite, fofocas e riam muito;
- não evitem os mimos, uma surpresa inesperada, uma mensagem inesperada. Quantos coisas vocês podem fazer longe, mesmo encomendar algo e enviar (tecnologia hellooo, vocês têm faca e queijo nas mãos. Só mensagem de aniversário no Facebook não está com nada;
- planejar o futuro, se encontrem se for possível e façam planos, muitos planos!!!
Alguém tem mais dicas aí? Postem e compartilhem suas experiências!
No final de tudo, estar longe nem sempre é ruim. Sentir saudades acaba sendo bom lá no finalzinho! Matar a danada saudade depois é melhor ainda! =)